MARIANA CARDOSO
O sol estrala no horizonte, o vento corta o rosto, o aroma da terra se mistura à vegetação fresca que descortina exuberantes paisagens. As pernas vestidas de calças jeans seguem o embalo do galope, o corpo acompanha o movimento do cavalo como se homem e animal fossem um só. Mistura de esporte e turismo, as cavalgadas já se espalham por todas as regiões do Brasil, atraem novatos e fascinam adeptos.
A prática do esporte se confunde com a origem da raça de marchadores. As mais adequadas para a cavalgada são o manga-larga e o quarto de milha. A raça dos equinos pode ser definida entre outras características pela força, agilidade, docilidade e porte físico. As práticas esportiva e turística se iniciaram quando da domesticação dos cavalos, inicialmente na Europa, África e Ásia.
Ainda que se enquadrem na categoria esporte devido à atividade física que proporcionam, as cavalgadas não pressupõem competitividade. A competição fica reservada aos enduros destinados a praticantes mais experientes, realizadas pela Confederação Brasileira de Hipismo (CBH).
Qualquer pessoa, porém, pode aventurar-se num passeio pelas fazendas históricas do interior de São Paulo, o destino mais adequado aos principiantes. A Escola de Equitação Fazenda Nova, em Mococa, oferece clínicas de cavalgadas, durante as quais o interessado aprende noções básicas ou aperfeiçoa sua técnica, além de desfrutar de comida da fazenda e estadia rústica no local.
As cavalgadas recebem hoje dois tipos de público, segundo um dos fundadores da Associação Brasileira de Turismo Equestre (ABTE), Paulo Junqueira Arantes. “Há aqueles que procuram uma atividade junto à natureza e não necessariamente são apaixonados por cavalo e os que nutrem desde cedo uma verdadeira paixão pelo animal”, explica.
Os passeios, que podem custar uma média de R$ 350 a R$ 500, com direito à hospedagem e alimentação, duram apenas um dia e requerem algumas precauções: o cavaleiro deve usar sempre botas e calças jeans para evitar assaduras e carrapatos, a camisa deve ser leve e é imprescindível o uso do capacete. Aconselha-se levar protetor solar, repelente, comida e água potável, caso não haja na trilha. É importante, também, verificar previamente as condições da excursão. A máquina fotográfica torna-se indispensável, pois o cenário caracteriza-se por sedutoras paisagens. “Trata-se de uma viagem fantástica sob todos os aspectos para os amantes da natureza e do hipismo”, afirma o empresário Carlos Oliveira, após sentir a emoção da cavalgada.
O contato com a natureza e a viagem por lugares inusitados, que atraem diferentes faixas etárias fizeram com que hotéis-fazenda e agências de esportes radicais e ecoturismo ampliassem sua oferta. Os destinos em destaque no Sudeste são Brotas e Juquitiba, em São Paulo, Pouso Alegre em Minas Gerais, e no Centro-Oeste, o Pantanal.
* Este texto foi publicado no Jornal Expressão, número 20, produzido pelos alunos do 4MCSNJO, quarto ano de Jornalismo da USJT.
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